Sangue Novo é o festival que Salvador precisa!

Uma resenha por Laura Araújo, redatora no Mapa dos Festivais.

Nascida e criada em Salvador, sinto falta de festivais que são voltados para artistas do midstream e o Sangue Novo entrega esse espaço. Agora em outubro, rolou a 7ª edição do festival nos dias 18 e 19 de outubro com shows de IVYSON, Catto, 5 a Seco, Larissa Luz, Nação Zumbi, Linn da Quebrada, Duquesa, Don L e Duda Beat. 

Esses artistas geralmente estão presentes em diversos festivais, principalmente no Sudeste, porém em Salvador não vejo outros eventos que possam juntar todos esses nomes em um só festival. 

Além disso, a vibe também é diferenciada. Fui ao festival como imprensa e todas as pessoas que entrevistei comentaram a mesma coisa: o Sangue Novo abraça a diversidade e a liberdade de poder expressar quem se é. 

Público curtindo o Festival Sangue Novo 2025. Foto: Jovane de Jesus / @jovanevisuals

Para quem não sabe, o festival acontece no Trapiche Barnabé, um edifício histórico do século XVI que funcionava como armazém portuário de mercadorias entre Brasil e Europa. Localizado no bairro do comércio, o espaço foi revitalizado e hoje recebe eventos que ajudam a manter essa memória viva na cidade. 

Desde sua primeira edição, o Sangue Novo acontece no Trapiche, é outro ponto que torna o festival único, pois o espaço deixa os shows mais intimistas. Parece pequeno, mas comporta mais de 2 mil pessoas. São dois palcos separados por uma parede, de um lado rola os shows principais e do outro, a pista é dos DJs. Uma parte que muita gente aproveita, já que tem cadeiras, a praça de alimentação e redes. <3

Além de tudo isso, nesse mesmo espaço, tem o playground do festival que conta com basquete eletrônico, sinuca, totó e máquinas de fliperama abertas a todo o público. Sempre tem uma galera reunida aproveitando essa parte do evento. Na minha opinião, é um dos principais diferenciais do festival, o que torna a experiência única. 

Precisamos falar sobre os shows do Sangue Novo!

Pessoalmente, para mim, o ponto alto são os shows. O line-up do Sangue Novo traz artistas que nem sempre se apresentam na cidade, mas que muita gente escuta (como eu!).

Por exemplo, esse ano estava esperando pelo show do 5 a Seco que não trouxe a turnê Sentido para Salvador, mas felizmente vieram ao festival! Os meninos sabem dar um show e tem um público muito fiel. Cantaram músicas do novo álbum, mas também não deixaram de fora seus maiores sucessos como “Pra Você Dar o Nome” e “Pensando Bem”. 

Entrevistei a banda e, claro, garanti minha foto. Foto por: Felipe Marinho / @felipeemaarinho.

Outro show que eu estava aguardando ansiosamente era o de Duda Beat com a TARA & TOUR. Confesso que estava mais pelas músicas antigas dos discos “Sinto Muito” e “Te Amo Lá Fora”, mas o show inteiro me surpreendeu. Foi a apresentação mais completa de todo o festival: com banda, dançarinas e um vocal poderoso ao vivo, e uma setlist que passou pelos sucessos antigos e os lançamentos da artista. No dia seguinte, já estava escutando todas as novas músicas.

E agora preciso falar sobre o clássico de um festival: você vai pra assistir x artista e acaba se encantando com os shows de outros que estavam na programação. Minha maior surpresa foi Don L! Não escutava o rapper, mas a apresentação foi tão encantadora que me fez viciar em seu novo álbum “CARO Vapor II”. Sério! Era Don L, dois backing vocals e um DJ e juntos, eles entregaram uma performance absurda de boa. 

Menção honrosa também aos shows de Catto (canta muito!) e Linn da Quebrada. A energia do público no show de ambas me surpreendeu bastante e a forma como elas tomam o palco pra si… Foi demais!

No fim, foram apresentações inesquecíveis e shows incríveis. Parabéns a todos os envolvidos em fazer o festival acontecer (são muitos!). Desejo vida longa ao Festival Sangue Novo e que Salvador receba mais eventos como esse!

E você? Esteve no Festival Sangue Novo também? Deixe a sua avaliação aqui.

Laura Araújo

Jornalista musical, soteropolitana e apaixonada por escrever sobre cultura. Sempre de fones ouvindo música ou bons podcasts, gosto de traduzir cultura, música, shows e festivais em textos. No Mapa dos Festivais, encontro o equilíbrio perfeito entre jornalismo, criatividade e a paixão por explorar tudo o que movimenta a cena musical brasileira.

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