Ir a um show ou festival é uma das experiências culturais mais desejadas pelos brasileiros. Mas, para muita gente, esse sonho vem acompanhado de dívidas e sacrifícios no orçamento. Uma pesquisa divulgada pelo Serasa revelou que 24% dos brasileiros já se endividaram para ir a um show ou festival. O Panorama Mapa dos Festivais 2024 confirma o cenário: com ingressos cada vez mais caros e a concentração de eventos no Sudeste, o público precisa se planejar ou até mesmo abrir mão da experiência. Vem desvendar esses dados conosco!
O que afasta o público dos eventos?
Segundo o Serasa, 44% dos entrevistados apontam o valor do ingresso como a maior dificuldade para frequentar eventos musicais. Não é à toa: no Panorama Mapa dos Festivais, o preço médio dos ingressos em 2024 foi de R$ 375,40, quase metade de um salário mínimo.
Planejamento ou endividamento?
Com valores altos, os fãs criam estratégias. De acordo com o Serasa, 47% economizam com antecedência para comprar ingressos, enquanto 36% recorrem ao parcelamento e 45% usam cartão de crédito. Já no Panorama, o público mostrou que também busca escapar do aumento de preços: 39% compram ingresso assim que as vendas abrem, momento em que os lotes costumam ser mais acessíveis.
Não é só o valor dos ingressos!
O valor pago na entrada é só o começo. A pesquisa do Serasa mostrou que 64% dos gastos extras mais comuns são com alimentação e bebidas, seguidos de produtos oficiais e lembranças. Para quem precisa viajar, os custos disparam: 36% gastam mais de R$ 1.000 com transporte, hospedagem e comida.
No Panorama Mapa dos Festivais, o cenário é parecido: mais da metade do público gasta até R$ 400 por dia de festival, sem contar o ingresso.
A barreira geográfica
Outro obstáculo é a concentração dos eventos. O Serasa revelou que 55,5% dos fãs gostariam de ir a mais shows, mas enfrentam dificuldades geográficas. O Panorama ajuda a entender: dos 402 festivais mapeados em 2024, 49% aconteceram no Sudeste, sendo que só São Paulo concentrou 98.
O preço da cultura no Brasil é alto!
Os números mostram que, para grande parte do público, viver a música ao vivo é um investimento, muitas vezes maior do que o bolso permite. Seja planejando meses antes, parcelando no cartão ou enfrentando longas viagens, o amor pelos shows ainda fala mais alto. Mas os dados também deixam claro: o acesso à cultura no Brasil ainda é desigual e caro.





