Festivais Vambora e Psica promovem conexão de artistas

O Festival Vambora acontece nos dias 06 e 07 de setembro, em Cuiabá, no Mato Grosso e o Festival Psica acontece nos dias 13, 14 e 15 de dezembro, em Belém, no Pará.

Em 2024, vai rolar uma conexão entre os festivais que vão realizar um intercâmbio entre os artistas de suas respectivas regiões. 

Os festivais Vambora e Psica acontecem em estados vizinhos. Além disso, o Mato Grosso e o Pará tem artistas que estão bombando ao misturar gêneros musicais modernos com ritmos tradicionais, mostrando o orgulho de suas culturas.

“O Vambora é um festival que compreende essas questões territoriais, priorizando ritmos e fazeres artísticos nossos, e o Festival Psica também tem essa característica”, explica Alessandra Grandini, coordenadora artística do Festival Vambora.

“Geográfica e culturalmente, estamos muito mais próximos do Pará do que do eixo RJ/SP, por exemplo. E mesmo que o nosso estado componha uma parte gigantesca do país, estamos, entre aspas, na periferia do Brasil. Então, é urgente nos conectar”, destaca Alessandra.

O Festival Vambora está indo para sua 4ª edição e é um projeto realizado pela associação Movimento Vambora desde 2021 para fortalecer ainda mais o desenvolvimento artístico/cultural da periferia e da cena autoral de Mato Grosso.  

Enquanto o Psica, é realizado há 11 anos em Belém (PA) e desde então, vem conectando a cultura popular, grandes nomes da música brasileira com a história dos povos tradicionais da Amazônia, reverenciando quilombos, aldeias e a identidade cabocla da região. 

“Essa conexão que estamos realizando com o Vambora, como temos feito com festivais de outras regiões, como o Feira Preta (SP) e o Afropunk (BA), é importante pra gente aquecer a cena. Queremos fazer os artistas circularem para que possamos expandir cada vez mais as nossas culturas entre diferentes regiões”, afirma Gerson Júnior, produtor cultural e diretor do Festival Psica.

Foto: Iolanda Matos/Divulgação.

Keila é uma das responsáveis por espalhar a palavra da mistura entre o tecnobrega de Belém e sonoridades como o batidão romântico, o hip hop, e o funk. 

Ao escutar os discos “Keila” e “Malaka”, você vai notar a voz marcante de Keila e os ritmos dançantes que suas músicas abraçam. Além do vozeirão e das batidas envolventes do seu som, Keila também mostra talento na dança em suas performances.

“Participei de grupos de hip-hop, fui b-girl e depois mergulhei na dança pop. Tempos depois, veio a febre do ‘Treme’ e percebi que poderia usar as danças de aparelhagens para inovar”, conta a artista. 

Keila se apresenta no Festival Vambora no sábado, dia 07 de setembro. Garanta seus ingressos!

Foto: Divulgação.

O Mato Grosso será representado pela banda Calorosa, que faz uma fusão de ritmos tradicionais da cultura popular do Mato Grosso, como o cururu, siriri, rasqueado e lambadão com gêneros como o reggae, rock e eletrônico. Essa mistura é denominada pela banda de pop tropical pantamazônico.

“A gente tem construído uma identidade em sintonia com o contexto social e político. Falamos de afeto, liberdade de corpos, amor fora dos padrões e realçamos pautas da agenda de enfrentamento à crise climática”, conta Karola Nunes, vocalista e compositora da Calorosa.

A banda Calorosa se apresenta no Festival Psica em dezembro. Ingressos aqui! Eles também se apresentam no Vambora, no sábado, dia 07 de setembro. Garanta seus ingressos!

Laura Araújo

Jornalista musical, soteropolitana e apaixonada por escrever sobre cultura. Sempre de fones ouvindo música ou bons podcasts, gosto de traduzir cultura, música, shows e festivais em textos. No Mapa dos Festivais, encontro o equilíbrio perfeito entre jornalismo, criatividade e a paixão por explorar tudo o que movimenta a cena musical brasileira.

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